Arte minha (Tecnologia de re-Existência
- 27 de jan.
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Minha arte
é a única forma,
o único caminho.
Minha arte
é meu grito:
"eu existo".
Mais que deixar
uma marca no mundo,
Minha arte
é a única língua
que sei falar
e me expressar.
Nela, eu digo:
"Me ouve."
"Me vê."
"Me sente."
E te convido a
Sentir.
Ver.
Ouvir.
Não com a carne.
Com o coração.
Estamos entorpecides
pelo sistema.
São tantos olhares
a gritar dores não ditas,
que me perco
na multidão.
Minoria?
Ao meu redor
é a maioria.
Tem horas
que o peso é tão grande
que preciso
desligar:
não ouvir,
não ver,
não sentir.
Só respirar.
Nem que seja
um minuto.
Eu sinto tudo
o tempo todo.
E muitas vezes
finjo que não sinto,
mas meu corpo sente —
ele nunca mente.
Você consegue
não sentir,
não ver,
não ouvir,
sem a culpa
no peito bater?
Acredito na arte
como um mundo possível:
onde posso ouvir,
ver e sentir
sem deixar de existir.
Minha arte
é âncora,
porto seguro,
farol,
mapa.
Minha arte
é magia de revelação.
Mostra que vejo beleza
onde a tal "maioria"
não vê.
Minha arte
é memória viva.
Minha arte
é quem eu sou
quando não estou consumide
pela exaustão
de habitar
o mundo lá fora.
Minha arte
é um pedido de socorro?
Não.
Minha arte
é tecnologia
de re-Existência:
me ensina a respirar,
a encontrar meu próprio universo,
a arquitetar mundos possíveis.
Minha arte
é revolução.

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