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Tempero sádico para um prato cru

  • 20 de fev. de 2025
  • 2 min de leitura

Você me disse  

que sentia saudades de uma boca  

que te consumisse até o fim.  

Não foram bem essas palavras,  

mas me recuso a escrevê-las.  

Cruas demais.  

Simples demais.  

Achar que eu apenas me ajoelharia  

e te devoraria como um picolé  

no ápice do verão.  


Minha mente tomou outro rumo,  

foi longe.  

Te vi nu, deitado na cama,  

braços e pernas algemados,  

olhos vendados,  

totalmente vulnerável.  

Explorei tua pele,  

deslizando as pontas dos dedos  

da cabeça aos pés,  

sempre observando as reações do teu corpo.  

Não me demorei,  

pois não tínhamos muito tempo para essa sessão.  

Mas nem por isso ela seria comum.  

Faria especial.  


Troquei meus dedos  

por suaves e delicados beijos,  

até chegar à tua virilha,  

onde, pulsante,  

esperavas pelos meus lábios.  

Beijei tua carne rígida,  

lambendo da base ao topo,  

mergulhando minha boca,  

descendo e subindo suavemente,  

enquanto teu corpo se arrepiava.  

Mesmo de boca cheia,  

esbocei um sorriso sádico.  


Você me pediu para tirar a venda.  

Não permiti.  

O calor aumentou,  

e eu me diverti,  

como se me deleitasse  

em um picolé suculento.  

Teu corpo começou a se contrair,  

e você me pediu novamente:  

“Tira a venda.”  

Ordenei que implorasse.  

Você me xingou,  

relutou.  

Provocava-te,  

e você se rendeu, pedindo por favor.  


Então, disse que tiraria a venda,  

mas não antes  

de te encaixar entre minhas pernas  

e te pressionar contra minha carne,  

ouvindo teus gemidos  

e súplicas desesperadas.  

Soltei tuas mãos,  

que, instantaneamente,  

arrancaram a venda  

e agarraram minha bunda.  

Num vai e vem voraz,  

você me preencheu com tua carne.  


Sem muita demora,  

em alguns instantes,  

teu corpo tremeu.  

Um gemido alto ecoou pelo quarto,  

e derramaste teu mel.  

Eu te olhei do alto,  

soltei uma risada sádica  

e disse que ainda não havia acabado.  


Prendi-te novamente nas algemas,  

desencaixei nossos corpos  

e levantei-me.  

Você me olhou, sem entender,  

e eu disse, como punição  

por pensares apenas em teu prazer,  

que te deixaria ali, preso, para refletir,  

enquanto eu tomava banho  

e me limpava de teus fluidos.  

Uma gargalhada ecoou.  

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