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Transcrevo-me à meia-noite

  • 7 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

Me transformar

é estar em luto constante.


Lidar com sentimentos de frustração,

raiva,

tristeza.


Você sabe que algo tá errado,

mas às vezes dar um passo

parece tão pesado.


Aquilo que você quer ser

parece tão distante.


Eu fico repetindo para mim mesme:

"Um passo de cada vez."

"Respostas surgem no caminho."

"Seja mais gentil com você mesme."

"Olha o tanto de coisa que você já mudou."


Mas volta e meia eu caio.

Às vezes pela coisa mais "simples",

que na minha mente

vira uma batalha sem fim

contra um monstro gigantesco.


Fico prese em meus próprios pensamentos

até não me aguentar mais

e emergir desse lodo

— que eu mesmo me afundei.


Sinto vontade de gritar:

"Será que alguém enxerga minha dor?"


Nem eu mesmo consigo vê-la direito,

mas sei que ela tá ali.


Existir é tão difícil.


Mas se eu conseguisse apagar

todas as expectativas,

todas as comparações,

todos os modelos,

todas essas vozes na minha cabeça...


Nos poucos momentos em que consigo,

me sinto imensamente feliz

por ser quem sou.


E aí...

volta a vontade de pôr fogo em tudo.


O que ainda me motiva?


As crianças.


Cada micro passo que dou

é pela minha criança

e por todas as que foram feridas,

tentando caber em caixas.


Me transformar não é uma batalha.

É transcrição.

É uma despedida

às versões que me disseram ser eu.


É perdoar meus erros

feitos em momentos de ignorância.


É compreender: não existe controle,

existem somente escolhas

— atravessadas por outras existências.


É à meia-noite,

quando me conto em versos,

que descubro:

minhas artes são mapas

das feridas que não podia nomear.


É agradecer aos meus eus

pela coragem de chegar até aqui

e, nas sombras,

transcrever-me

em letras antes desconhecidas.

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