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Onde a Magia nos Faz Céu

  • 8 de mar. de 2025
  • 1 min de leitura

Eu buscava palavras

que pudessem descrever

a sensação que invadiu meu ser

ao ver teu cabelo balançar.


Teu olhar penetrou nossas peles,

tua boca entoou palavras,

conhecidas e desconhecidas,

enquanto as luzes percorriam tua superfície.


Ao redor, as pessoas

moviam seus corpos,

quase como em um ritual,

dançando para celebrar.


Os flashes tentavam capturar

a magia daquele instante,

mas só quem se abriu e viveu

pode dizer que sentiu.


Deuses e deusas vieram

de diferentes cantos desta ilha mágica

para lançar seu encanto sobre nós,

nos enchendo de amor, alegria, esperança.


Sorrisos, risadas, olhares que cintilavam,

abraços e pernas entrelaçadas,

beijos de carinho, beijos de tesão,

corpos vivos, sedentos por viver

suas verdades, suas singularidades.


Eu vi um universo inteiro:

estrelas que brilhavam,

planetas que dançavam

ao redor de sóis radiantes.


A lua, tocada pela luz

desses astros celestiais,

reluzia um brilho tão lindo...


E a palavra que eu tentava decifrar,

presa na ponta da língua,

finalmente tomou forma:

pertencimento.


Eu me senti uma estrela

a brilhar num céu tomado de constelações.

Eu me senti uma gota

em um oceano cheio de vida.


Imaginei as dores e alegrias

daquelas pessoas em seu dia a dia,

tão parecidas com as minhas, talvez,

e tantas outras possibilidades.


Mas, mesmo com todas as diferenças,

todes estávamos ali,

encontrando refúgio em rostos

conhecidos e estranhos.


Sem precisar falar nada sobre nós,

através da música,

pudemos tocar as almas uns dos outres.

Uma noite onde a magia nos fez céu.

 
 
 

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